Há um medo silencioso, quase paralisante, que acompanha a rotina de quem decide viver da psicologia clínica no Brasil. Ele não surge diante de um caso complexo ou na hora de conduzir uma sessão difícil, mas sim quando o terapeuta olha para a tela do celular. É o pavor de cometer, mesmo sem querer, uma infração ética e ver anos de dedicação acadêmica manchados por um processo no Conselho Regional de Psicologia (CRP).